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Fermedo comemorou os 500 anos do seu foral

D.Manuel I outorgou Carta de Foral ao antigo concelho a 27 de Setembro de 1514.
Recriação envolveu 50 elementos.
 
No passado domingo, cerca de 50 pessoas protagonizaram a recriação histórica que comemorou os 500 anos da outorga, por dom Manuel I, da Carta de Foral ao antigo Concelho de Fermedo.

Datado de 27 de Setembro de 1514, o histórico documento regulava os direitos e deveres de um concelho que englobava as freguesias de Louredo, Vale e Romariz, do actual Município de Santa Maria da Feira, e as freguesias de Fermedo, S. Miguel do Mato, Escariz e Mansores, do actual Concelho de Arouca.

As comemorações foram organizadas pela Junta de Freguesia de Fermedo, com a responsabilidade operacional a caber ao Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Fermedo e Mato.

A encenação do momento em que o mensageiro do rei “Venturoso” chegou à terra para anunciar a outorga do foral e para dar início ao cumprimento dos trâmites para a sua efectivação decorreu na “Domus Municipalis” de Cabeçais, a antiga capital do Concelho de Fermedo.

Os momentos festivos e de “regresso ao passado” decorreram também no espaço entre os antigos Paços do Concelho e a Capela, junto ao Pelourinho.

Este evento contou, ainda, com um enquadramento histórico, através de um texto de autoria de Luís Pinho, professor de História na Escola Básica e Secundária de Escariz.

O autor fez notar que, havendo quem assinale a existência de um primeiro Foral de Fermedo, supostamente, outorgado por D. Afonso III, em 1275, o mais provável é que a Carta de Foral de 27 de Setembro de 1514 seja o primeiro e único foral fermedense.

Luís Pinho ainda recordou que o Concelho de Fermedo foi extinto na sequência da reforma administrativa de Mouzinho da Silveira, operacionalizada por decreto de 24 de Outubro de 1855.

Alberto Oliveira, o presidente da Junta de Freguesia de Fermedo, salientou os predicados históricos da sua terra. Considerou que esta “data relevante” não poderia deixar de ser assinalada e comemorada.

O autarca acentuou a importância de preservar “as tradições locais”, definindo estas celebrações como “uma forma de afirmação” da localidade e das suas gentes.

Marina Perestrelo, em nome do grupo etnográfico, considerou “um desafio” levar às ruas de Cabeçais um momento tão importante para a História da localidade.

“Valeu a pena”, realçou, realçando que houve o cuidado de manter a encenação dentro do “contexto histórico”.

A responsável mostrou-se muito satisfeita com a adesão a esta iniciativa: “quando nos dispomos a fazer trabalhos como este, as pessoas aderem”, disse, referindo-se, também, ao contributo de elementos que não fazem parte do agrupamento etnográfico e folclórico.

Apontou, nomeadamente, as comunidades escolares da freguesia e da Secundária de Escariz.

 

O grupo

O Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Fermedo e Mato conta com 35 elementos, assumindo-se não apenas como rancho folclórico, mas também como entidade que investiga, preserva e divulga as tradições locais.

Marina Perestrelo sublinhou que detém participado alguma experiência em termos de participação em recriações históricas, nomeadamente na Viagem Medieval de Santa Maria da Feira.

Alberto Oliveira sublinhou a “vasta história” da colectividade. “Orgulha Fermedo”, acentuou o presidente da junta.

 

 





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